História

História do Periquito

 Normalmente soa por natureza aves migratórias e vivem em grandes bandos, nidificando do interior de troncos de árvores secas em locais com água e comida em abundância nos meses de verão, ou seja entre Outubro e Dezembro. Os movimentos dos bandos são ditados por locais onde encontrem água e relva. São mais activos no inicio das manhã e no final da tarde, protegendo-se no interior das arvores ou arbustos nas alturas de mais calor. A sua alimentação é constituída na sua maioria por sementes de relva e ervas daninhas. Os bandos de Periquitos são muito ruidosos e em voo, são rápidos, precisos e muito unidos. Não gostam muito de outros pássaros. Gostam de se banhar na água ou em relva limpa e molhada. Na sociedade dos periquitos não há hierarquias nem territórios. Dois ou mesmo três casais podem partilhar o mesmo ninho e cooperarem com o cuidado e a alimentação das crias. O companheirismo é um laço muito forte entre os periquitos e um par pode manter-se junto durante muitos anos.

 Pertencem a família Psittacidae, ordem Psittaciformes, classe aves, e habita as regiões áridas da Austrália.

       Em 1805 foi descrito por Shaw e Nodder com o nome Psittacus undulatus, sendo o primeiro nome se referindo a um psitacideo, e o segundo as marcas onduladas de suas asas. Em 1840, quando o famoso naturalista inglês John Gould teve contacto com esses pássaros, ele observou os seus sons, e acrescentou a palavra Melo (som), antes da palavra Psittacus, ficando definitivamente melopsittacus undulatos. 

        A palavra budgerigar (como os periquitos são conhecidos na língua inglesa), vem da palavra aborígene ” bedgerigah” que significa “bom para comer” pois fazia parte da dieta das tribos aborígenes. Em 1840 quando John Gould retornou a Europa, levou consigo os primeiros periquitos, ficando estes cada vez mais conhecidos, tanto a nível da sua beleza como da sua extraordinária capacidade de reprodução.

      Em 1850, começou a criação de periquitos em larga escala em Antuérpia (centro do comercio de aves de gaiola), e a partir da, espalhou-se por toda a Europa. Só a França importava sozinha cerca de 100.000 casais por ano. Como os criadores da Holanda e Bélgica não conseguiam suprimir essa demanda, milhares de periquitos selvagens eram importados directamente da Austrália.

   Preocupados com o facto de que essas capturas estarem a dizimar as populações de aves nativas, o governo australiano, estabeleceu um embargo de exportações em 1894 (ainda hoje em vigor), o que acabou com o tráfico de periquitos selvagens.

    Isso no entanto não afectou a crescente popularidade dos periquitos, já que nessas alturas existiam grandes criadores no sul da França (com cerca de 80.000 a 100.000 aves), Inglaterra e Bélgica.

     Da cor original (verde claro), surgiram mutações, que deram origem a centenas de cores encontradas hoje nos periquitos.

1870-Surgiu a primeira mutação na Bélgica, causando grande espanto, um periquito amarelo de olhos vermelhos, (provavelmente um lutino).

1870/1878- Surgiu os Lutinos e Amarelos Olhos pretos!

1878- Normais Celestes

1917- Brancos Olhos pretos!

Depois dos celestes vieram os Verde-escuros, que combinados com os azuis produziram os cobaltos.

Desde então em Inglaterra e alguns países do norte da Europa como a Bélgica, Holanda e Alemanha, têm havido inúmeros criadores que se dedicaram a esta ave aperfeiçoando-a e mantendo-a com a existência de inúmeras variedades até aos dias de hoje procurando sempre a perfeição (Stardard!).